Crítica | Thor: Ragnarok (2017)

Depois de um primeiro filme um tanto fraco, um segundo abaixo das expectativas, temos um terceiro mais inspirado, instigante e perfeito para finalizar um ciclo de individual de um dos Vingadores cujo carisma e empatia dos fãs foi conquistada com o tempo.

Enredo: após tentar impedir uma profecia chamada Ragnarok, Thor (Chris Hemsworth), vai a Asgard e descobre que Loki (Tom Hiddleston) tomou o trono. Com a ausência de seu pai (Anthony Hopkins), a verdadeira primogênita de Odin (Hopkins), Hela (Cate Blanchett) é libertada e resolve expulsar os irmãos e assumir o trono de Asgard. Nisso, Thor e Loki são transportados para um planeta onde competidores tem que lutar para sobreviver.

A direção é do neozelandês Taika Waititi, e mesmo ele não trazendo inovações nas cenas de ação, mantendo a qualidade da coreografia dos combates, excelentes enquadramentos que adicionam imponência aos personagens, câmera lenta em momentos pessoais, o diretor trabalha bem a expansão daquele universo. Pela primeira vez, Asgard parece um local de verdade, com um povo, que aliás é um elemento importante para a trama. Também há uma cidade completamente futurista onde reina o pão e circo. Existe muito valor de entretenimento e uma boa noção de escala.

O roteiro também é bom. Assim como Guardiões da Galáxia, esse filme se assume como uma comédia de auto-deboche, onde 99% do humor funciona, mesmo com o fato de que o elemento dramático dramático seja problemático. Sem falar que a história é boa de acompanhar.

O elenco está perfeito. O Chris Hemsworth passeia perfeitamente entre o humor e a urgência do protagonista, além de carregar bem alguns momentos onde o personagem se vê limitado por um motivo bem específico. O Tom Hiddleston continua ótimo, não tão sarcástico quanto nos outros, mas isso não é um problema. O Mark Ruffalo funciona tanto na pele do Hulk como na do Bruce Banner, ambos protagonizando bons momentos cômicos. A Tessa Thompson surpreende, com um arco bem mais desenvolvido do que o comum, e mostrando que o poder de Asgard não foi feito a partir de homens poderosos. E isso se estende para a Cate Blanchett que faz uma das melhores vilãs da história do Universo Marvel, apresentando imponência e uma maleficência debochada muito bem feita. Destaque também para o Jeff Goldblum que é o mais engraçado, devido a excentricidade e o egocentrismo do seu personagem. Entretanto, o Karl Urban, o Anthony Hopkins e o Idris Elba estão subdesenvolvidos.

Tecnicamente, o filme tem a mesma cinematografia a base de tons saturados dos filmes da Marvel, porém, o figurino, assim como o design de produção com cenários multicoloridos ajudam a variar a tonalidade. Enquanto a trilha sonora casa muito bem com as cenas de ação. Destaque para o CGI que não é tão pesado como nos filmes anteriores.

Thor Ragnarok pode não ser um dos melhores filmes da Marvel e muito menos dos super heróis em geral, mas ultrapassa as expectativas, tem um excelente valor de produção e um senso de humor perfeito na construção de uma boa comédia. Alguns personagens estão pouco mal desenvolvidos, mas o resto do elenco se sai bem.

Nota: 8,6


Escrita por Gabriel Pinheiro, essa crítica é um oferecimento de Doentes por Cinema.

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Criador e Hoster do DaveCAST, estudante no SENAI, cristão reformado, crítico de trailers, odiador de burocratas e mestre de Role-Playing Jogo nas horas vagas.

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