Crítica | Star Wars Episódio VII: O Despertar da Força (2015)

George Lucas começou um universo no ano de 1977 com o filme Star Wars Episódio IV: Um Nova Esperança e suas continuações aumentaram e expandiram seu incrível universo. Agora, um novo filme surge, e sob responsabilidade de boas mãos.

Enredo: O filme se passa 30 anos após O Retorno do Jedi. Surge um novo império galático, chamado A Nova Ordem, tendo como governante o Supremo Líder Snoke (Andy Serkis). Do outro lado a General Leia (Carrie Fisher) que comanda o novo movimento rebelde, A Resistência. Enquanto isso, uma jovem chamada Rey (Daisy Ridley), vive no planeta Jakku catando sucata para vender. Eis que ela conhece o ex Stormtrooper: Finn (John Boyega), que fugia da base militar d’A Nova Ordem após salvar o piloto rebelde Poe Dameron (Oscar Isaac). Logo eles fogem do planeta que é atacado pelos inimigos e encontram Han Solo (Harrison Ford) e Chewbacca (Peter Mayhew) que vão ajuda-los a chegar a base rebelde.


Foi em 1980 que a Fox teve a inteligente ideia de aceitar a proposta do próprio George Lucas de usar outros diretores para continuarem os filmes, mas logo esqueceu isso quando o chamou para dirigir a trilogia recente. Hoje a Walt Disney provou mais uma vez que é um estúdio inteligente e nem mesmo convenceu Lucas a voltar para a direção, até mesmo porque ele não queria. O resultado foi um dos melhores filmes do ano, sem dúvidas. O trabalho de J.J. Abrams é impecável, o movimento ágil da câmera funciona, além de tomadas aéreas que não se sabe como ele as fez, logo porque são incríveis. O diretor também impressiona com bons ângulos e enquadramentos e as cenas de luta são muito bem coreografadas. A história também é ótima. Bastante envolvente e trás no roteiro muitos bons elementos nostálgicos e idéias novas para esse não ficar uma cópia exata da trilogia original. Inclusive, o modo como funciona a construção de personagens. Além de que o filme é bastante imprevisível, nunca se imagina o que vai acontecer. Tudo o que acontece no desenrolar é uma prova da incrível da coragem de J.J. Abrams por tomar decisões que impactam o espectador. Pode-se reclamar a falta de explicação em relação aos novos fatos presentes nesse filme, porém não é algo que incomoda.


O elenco é muito bom. A atriz Deisy Riddley faz um excelente trabalho. Ela está bem a vontade no papel, tem presença e mostra forte compromisso com a personagem. O John Boyega é outra boa revelação, o ator encara bem seus conflitos. Oscar Isaac integra o elenco com um personagem que, de cara, consegue muito carisma, merece ser explorado. Outras boas surpresas são os vilões. O Adam Driver impressiona dando uma personalidade um tanto diferente do Darth Vader, porém o público sente a imponência e a ameaça dele, mas só quando o ator está de máscara. Quando está sem ela, ele não parece tão ameaçador ou perigoso. Também temos a presença do ator Domihnal Gleeson que inicialmente não parece muito útil mas o filme dá bons momentos para o ator interpretar e impressionar. Por último o Supremo Líder Snoke, interpretado pelo Andy Serkis que dá uma pequena mostra do autoritarismo de seu personagem. Por fim temos atores reprisando seus papéis, Harrison Ford, Carrie Fisher, Peter Mayhew, Anthony Daniels, Kenny Baker, Mark Hamill entre outros e trabalhando perfeitamente, sempre com uma impressão de passado em seus olhos. Não havia muita necessidade de usar um ator tão bom como o Max Von Sydow para um personagem tão pequeno, ele foi consideravelmente mal aproveitado. Para compensar tem a participação da Lupita Nyong’o como personagem Maz Canata e o pequeno droide BB-8 que serve como um alívio cômico perfeito. Além de mais uma vez conseguir mudar o tom do filme sem destoar, a franquia conseguiu outro feito: Colocar personagens demais e não incomodar o público mais crítico com isso.

Tecnicamente e visualmente o filme é espetacular. A cinematografia é, simplesmente, belíssima. É incrível o uso de paisagens, principalmente as do planeta Jakku. A trilha sonora continua sendo quase um personagem, dando bastante força as cenas. Os efeitos visuais práticos são incríveis. Além de que o trabalho de som continua eficiente. Talvez o único problema seja a edição que só é precisa nas cenas de ação. Logo o filme pareceu longo demais.
Star Wars Episode VII: The Force Awakens é um excelente filme para começar uma trilogia promissora. É muito bom terminar o ano com essa incrível produção. Era o que precisávamos após o desastre que foi Jurassic World e The Ridiculous 6.

Nota: 9,3


Escrita por Gabriel Pinheiro, essa crítica é um oferecimento de Doentes por Cinema.


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Criador e Hoster do DaveCAST, estudante no SENAI, cristão reformado, crítico de trailers, odiador de burocratas e mestre de Role-Playing Jogo nas horas vagas.

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